STF prorroga suspensão de multas da NR-1 sobre riscos psicossociais
Entenda a decisão do ministro André Mendonça que prorrogou por mais 90 dias a suspensão de sanções da NR-1 sobre riscos psicossociais na ADPF 1316.
Entenda o que o estudo do IWH mostra sobre quem oculta informações de saúde do supervisor, o que se associa a isso e o que observar na gestão de SST.
Um estudo do Institute for Work and Health (IWH), de Toronto, ouviu 695 trabalhadores com condições de saúde físicas, mentais ou cognitivas que limitam o trabalho. O resultado: cerca de 45% ocultaram informações de saúde do supervisor. A pesquisa foi publicada em 2026 no Journal of Occupational Rehabilitation e separa duas decisões diferentes: não revelar a condição e ocultar informações sobre ela.
Os participantes se dividiram em quatro grupos:
A soma dos dois primeiros grupos é o "cerca de 45%" que o instituto divulga.
Quem ocultava informações tinha mais condições de saúde mental ou cognitivas, percepções mais negativas do ambiente de trabalho e mais dificuldade para tomar decisões. Quem revelou a condição recebeu mais apoio no trabalho. O grupo que revelou e ocultou ao mesmo tempo relatou mais absenteísmo, pior produtividade e mais interrupções no trabalho.
É um levantamento online transversal: mostra associações e não permite afirmar causa e efeito. Os resultados valem para a amostra do estudo e não permitem concluir como é a situação em outros países, como o Brasil. Os autores indicam que entender os motivos da não revelação e da ocultação pode melhorar o apoio e a inclusão.
Para o SESMT e o RH, a leitura prática, que é análise e não conclusão do estudo, é que a ausência de relato não prova ausência de limitação. Revelar também não encerra a questão: 20,9% revelaram e ocultaram. Vale conferir se o acompanhamento e a adaptação de tarefas dependem só de o trabalhador contar ao supervisor ou se há outros caminhos para identificar a necessidade de apoio.
Quem não relata não está necessariamente sem limitação, e quem relata nem sempre diz tudo.
Conteúdo informativo, não substitui orientação jurídica ou médica. O estudo é de 2026 e os dados são de uma amostra, sem extrapolação para outros países.
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