TST adia tese sobre periculosidade em prédios com inflamáveis
Entenda por que o TST fará audiência pública antes de fixar o Tema 154 e o que a NR-16 e a OJ 385 dizem sobre área de risco.
Entenda o que as leis AB 1883 e SB 947 da Califórnia proíbem no uso de IA no trabalho, quando passam a valer e o que isso sinaliza para a SST.
Em 30 de setembro de 2026, o governo da Califórnia sancionou um pacote de leis sobre o uso de inteligência artificial no trabalho. Duas delas tocam o monitoramento de trabalhadores: a AB 1883, que proíbe usar IA para inferir emoções e coletar dados neurais, e a SB 947, que exige revisão humana em demissões apoiadas em sistemas automatizados.
A lei proíbe o empregador de usar ferramenta de vigilância com IA para reconhecer, inferir ou prever o estado emocional de um empregado. Também proíbe coletar dados neurais: informações geradas pela medição da atividade do sistema nervoso central ou periférico.
O texto diz que a lei não proíbe o uso de ferramenta de vigilância para garantir a segurança, mas não define o alcance dessa exceção. Também ficam de fora ferramentas necessárias ao cumprimento de regras federais em aviação, segurança nacional e nas áreas militar, espacial e de defesa.
A SB 947 proíbe decidir demissão ou punição apoiado só em um sistema automatizado de decisão. Quando a decisão se apoia principalmente no sistema, uma pessoa precisa corroborar o resultado com outras informações. O empregado recebe aviso por escrito e, a pedido, a descrição dos dados dele usados. A regra vale a partir de 1º de julho de 2027, com multa civil de US$ 500 por violação.
As leis não se aplicam a empresas no Brasil. Ainda assim, a distinção que elas adotam ajuda quem avalia tecnologias de monitoramento com IA, como as de fadiga, atenção ou bem-estar: usar vigilância para segurança é diferente de usar IA para inferir emoção ou medir o sistema nervoso. Antes de contratar uma solução assim, vale perguntar ao fornecedor o que ela mede, o que infere e para quê.
Medir para prevenir é diferente de inferir emoção. Vale saber o que cada ferramenta de monitoramento coleta.
Conteúdo informativo, não substitui orientação jurídica. As leis são da Califórnia, não se aplicam no Brasil e só valem a partir de 2027.
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